2 de agosto de 2016

LUCCA E SEUS ENCANTOS


Depois de almoçar em Pisa, peguei a estrada e segui para Lucca (a cidade que serviu de cenário para o filme "Sob o Sol da Toscana").

Lucca parece ser uma cidade pequena, mas não é. Como em quase todas as cidades da Itália e da Europa, tem a antiga cidade onde fica o centro histórico cercada por muralhas e a nova cidade que vai surgindo ao redor das muralhas. Acabei fazendo um pequeno tour de carro pela parte nova da cidade até chegar a uma das entradas das muralhas, que por sinal são impressionantes. Com 4 quilômetros de extensão e quase 12 metros de altura elas abrigam a antiga cidade. Um dos maiores prazeres ao se visitar Lucca, com certeza é caminhar ao longo das magníficas muralhas de onde se tem vistas incríveis da bela arquitetura da cidade. As muralhas nunca precisaram ser usadas como defesa e acabaram sendo transformadas em parque público no início do século IXI.

Passeando sobre a muralha de Lucca


Atravessando a muralha a impressão que eu tive foi de estar viajando no tempo. Dentro da cidade murada é bem restrito o trânsito de veículos e o melhor jeito de se descobrir a cidade é andando de bicicleta ou para quem não sabe andar de bicicleta (que é o meu caso), andando a pé.

Assim que cruzei a muralha, comecei a andar sem destino de tão encantada que eu fiquei com a cidade, depois procurei pelas atrações que constavam no meu mapa e lá fui eu.

A primeira é a igreja em estilo românico de Pisa "San Michele in Foro", que foi erguida no lugar do fórum romano, na principal praça da cidade que tem o mesmo nome da igreja: Piazza San Michele.
A decoração desta igreja é predominantemente pagã. Apenas a enorme figura alada de São Miguel no frontão triangular indica tratar-se de uma igreja. O interior possuiu pouco interesse, exceto pela linda pintura de Santa Helena, São Jerônimo, São Sebastião e São Roque, obras de Filippino Lippi.

Igreja San Michele in Foro

Outro exemplo exuberante do estilo românico de Pisa é o lindo Duomo San Martino. A catedral de Lucca foi erguida depois do campanário. Em seu interior há uma impressionante quantidade de obras de arte. Na catedral há também um museu arqueológico.

Duomo San Martino


Outro ponto alto da visita a Lucca foi conhecer a Piazza Dell'Anfiteatro, onde fica o Anfiteatro Romano, palco de luta de gladiadores e hoje tem casarões medievais, onde existem residências, restaurantes e lojas. A construção é do século 1. Hoje, restam alguns dos vestígios romanos nos edifícios que limitam a praça. O mais baixo dos quatro arcos que levam até ela é o único que restou da estrutura antiga.

Anfiteatro Romano - Piazza Dell'Anfiteatro


Torre Guinigi

Haviam na cidade mais de 250 torres medievais, mas esta foi uma das poucas que restaram, a qual foi doada ao governo local pelos descendentes da família Guinigi. Por incrível que pareça, ela tem um jardim suspenso em seu telhado, onde estão carvalhos seculares. Do alto de seus 44 metros se tem uma vista de 360 graus, mas para chegar até lá é preciso encarar 230 degraus, os quais não tive coragem de subir. Preferi ficar com a vista das muralhas... risos


Torre Guinigi

Torre dell'Orologio e os seus imponentes 50 metros

Parti para Florença, mas com aquela vontade de desfrutar mais um pouco de Lucca. Ficou o sentimento de saudade. Quem sabe um dia eu retorno para me encantar mais uma vez com a linda Lucca. 

                 




6 de julho de 2016

Pisa e o belo complexo arquitetônico da Piazza dei Miracoli

Chegando a Pisa, deixei o carro em um estacionamento próximo à Piazza dei Miracoli e segui a pé. 

As principais atrações da cidade (a famosa Torre inclinada, o Duomo, o Battistero e o Camposanto (cemitério) estão concentradas na belíssima Piazza dei Miracoli que fica dentro de uma muralha. Em 1987 todo o conjunto da Piazza dei Miracoli foi considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, incluindo a torre.

Para entrar nesta área, você não precisa pagar nada. No entanto, para conhecer melhor as atrações terá que comprar um ingresso que inclui a visita aos museus, o Batistério, o Duomo e o Camposanto. Já o ingresso para visitar a torre é vendido separadamente e é muito caro. Não achei que valia a pena pagar 18 euros para subir praticamente 300 degraus. Claro que a vista deve ser muito bonita lá de cima, mas preferi economizar esse valor. Afinal o mais importante é você ver a torre inclinada e isso você vê é do chão! risos



Em primeiro plano, o Batistério, ao centro o Duomo e por último a Torre Inclinada


A Torre de Pisa foi construída em três fases ao longo de um período de cerca de 177 anos. A torre começou a inclinar após a progressão da construção para o terceiro andar em 1178. Isto aconteceu em decorrência de uma fundação mal feita sobre um subsolo fraco e instável. A construção foi posteriormente paralisada por quase um século, porque os Pisanos estavam continuamente envolvidos em batalhas com Génova, Lucca e Florença. Este tempo permitiu ao solo subjacente ajustar-se. Caso contrário, a torre de Pisa certamente teria sido derrubada. Em 1990, a torre foi fechada para obras de reconstrução corretiva e esforços de estabilização para parar sua inclinação. Em 2001 foi reaberta e foi declarada estável por pelo menos mais 300 anos.





Fundada em 1064, a Catedral de Santa Maria Assunta impressiona pela beleza. Foi desenhada pelo arquiteto Buscheto. Por dentro, mármores pretos e brancos lembram as catedrais de outras cidades toscanas, como Florença e Siena. O telhado é banhado a ouro e os pilares e vitrais coloridos dão um charme a mais. Quando o sol bate nos vitrais, o espetáculo fica ainda mais bonito. A catedral apresenta várias obras em toda sua extensão, como a Madonna com Bambino, de Belinghero da Melanese. Várias capelas deixam a catedral ainda mais bonita. A construção completa da catedral terminou apenas no século XIII.























O batistério de Pisa é dedicado a São João Batista. Este é o maior batistério da Itália. Das mãos do arquiteto Diotisalvi, no ano de 1153, foi iniciada a sua construção com uma cúpula belíssima. Seu estilo mostra a transição entre o românico e o gótico. Seu portal tem decorações em relevo mas seu interior é quase desprovido de ornamentos, salvo a fonte octogonal. Seu púlpito, de Nicola Pisano, é um exemplar precursor do estilo renascentista.

















O Camposanto Monumentale (cemitério monumental) tem este nome porque acredita-se que o edifício foi construído à volta de u carregamento de terra santa. Uma lenda afirma que os corpos enterrados ali apodrecerão em apenas 24 horas. O termo "monumental" serve para diferenciá-lo de um cemitério urbano mais recente construído em Pisa. 

Aparentemente, o plano era que o edifício não fosse utilizado como um cemitério e sim como uma igreja, mas o projeto mudou durante a construção. A parede externa é formada por 43 arcos sem passagem. A maior parte dos túmulos está localizada sob as arcadas, embora haja uns poucos no jardim central, uma praça cercada por elaborados arcos. O cemitério abriga ainda três capelas. Abrigava também uma enorme coleção de sarcófagos romanos, mas atualmente restam apenas 84, que foram deixados junto a uma coleção de esculturas e urnas romanas e etruscas. 

As paredes já foram um dia cobertas de afrescos, mas infelizmente, em 1944, durante a 2a. Guerra, após um bombardeio, um estilhaço de uma bomba iniciou um incêndio. O fogo não pode ser controlado a tempo e quase todos os afrescos foram severamente danificados ou destruídos. Aqueles que puderam ser restaurados estão gradualmente sendo transferidos para suas localizações originais no cemitério numa tentativa de restaurar o Camposanto à sua antiga glória. 








Depois de ver tantas belezas, resolvi dar uma parada para almoçar e depois seguir paa Lucca. Almocei em frente à muralha da entrada da piazza e fiquei observando com curiosidade o sujeito da foto abaixo. Não consegui descobrir o truque... risos. 




1 de julho de 2016



As Cinco Pérolas da Riviera di Levante - Liguria


Como eu comentei no meu primeiro post sobre a viagem à Itália, este destino inicialmente não estava no meu roteiro, mas quando li uma matéria sobre Cinque Terre publicada na Revista Viagem um mês antes do meu embarque, resolvi incluído na mesma hora. Fiquei encantada com a matéria e, pessoalmente então, fiquei sem palavras...

Assim que resolvi incluí-las no meu roteiro, comecei a pesquisar na internet para resolver todos os detalhes da minha visita, pois eu teria apenas um dia e uma noite. Acabei encontrando o blog do Ricardo Freire (www.viajenaviagem.com
) com um roteiro completo de um dia com dicas maravilhosas que eu procurei seguir à risca.

Cinque Terre é o nome que se dá à região da costa rochosa de Riviera di Levante, constituída por cinco vilarejos: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. Em altos penhascos, os vilarejos são interligados por uma antiga trilha conhecida como Sentiero Azzurro (Caminho Azul). São vilarejos com uma simplicidade encantadora, que pararam no tempo, emoldurados por um mar de águas claras. Cinque Terre foram consideradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1997.

O acesso aos vilarejos pode ser feito de trem (a linha La Spezia-Genova, que tem estações em cada uma das vilas), ou então, de barco por La Spezia.

Me hospedei em La Spezia, a cidade mais próxima das Cinque Terre, em um hotel ao lado da estação de trem, o que facilitou bastante a minha locomoção. Infelizmente, demorei mais do que imaginava para chegar em La Spezia (cheguei por volta das 10h00). Até fazer o check-in no hotel, deixar as malas, estacionar o carro, me dirigir à estação do trem e comprar o ticket, acabei embarcando no trem das 11h00. Isso reduziu o meu dia a praticamente meio-dia. Mas, lá fui eu e procurei seguir o programa que o Ricardo havia sugerido. Peguei o trem e desci em Corniglia (a "terre" do meio), onde o percurso só pode ser feito de trem.

Desci na estação e peguei um pequeno ônibus que nos deixou próximo a principal viela de Corniglia (Via Fieschi) que vai terminar no mirante de Santa Maria. No caminho passei no largo Taragio, a praça central desta "terre" onde tem uma pequena igreja medieval (o Oratório di Santa Caterina). A outra opção de acesso da estação de trem até a vila é por uma escadaria de 377 degraus chamada de "Lardarina". Como eu não tinha muito tempo, optei pelo ônibus para ganhar tempo e poder conhecer as outras vilas.





Via Fieschi



Taragio Longo (Oratório di Santa Caterina) 



Depois de acessar o mirante, retornei à praça, peguei o ônibus e voltei a estação de trem para seguir para a próxima "terre", que seria Monterrosso al Mare (a primeira).

Monterosso al Mare é a vila mais ocidental e a maior delas. Está protegida por colinas cobertas de oliveiras e vinhas, além de possuir belas praias. A torre Aurora, na colina de São Cristoforo, divide a parte medieval da parte nova da vila, desenvolvida ao longo da praia Fegina. Monterosso apresenta importantes monumentos como a igreja do século XIV de San Giovanni Battista, o castelo Fieschi e o monastério da igreja dedicada a San Francesco (que contém obras de arte de valor inestimável, entre as quais; telas atribuídas a Van Dick, Cambiaso, Piola e Guido Reni), situados na colina dos Cappuccini.




Praia Fegina





Igreja San Giovanni Battista com a torre sineira





Torre Aurora


Claro que eu aproveitei para molhar os pés no mar da Ligúria... geladíssimo! E esqueça a areia... as praias aqui são de pedras (não dá para andar descalço)... tentei e sofri (risos), mas pelo menos eu pude fazer uma pequena experimentação da praia.

Ah! Aqui experimentei um "pesto" maravilhoso que é muito famoso (considerado o melhor "pesto" genovês, feito apenas nas "terre"). Claro, aproveitei e comprei um pote, mas que, infelizmente, eu perdi na estação de trem em Riomaggiore (no fim deste post, eu contarei o ocorrido... foi tragicômico!).

De Monterosso, resolvi pegar o barco até Vernazza e a intenção depois era seguir de barco também para Manarola, mas como o último barco para Manarola passaria dali 15 minutos, acabei desistindo e resolvi serguir de trem. Estava um lindo dia de sol, então o trajeto de barco foi uma delícia. Até Vernazza foram apenas 10 minutos. Muito rápido!

Vernazza fica em um vale estreito, num porto bem abrigado, protegido por um castelo no alto de um promontório. É o principal porto de Cinque Terre.Com seu labirinto de pequenas ruas, escadarias e passagens cobertas, é considerada por muitos a "terre" mais graciosa. Infelizmente, não tive muito tempo para apreciá-la.




Castello dei Doria - Vernazza









A rua principal de Vernazza que desemboca no porto,
com os barcos dos pescadores em frente às casas... muito pitoresco! 


Segui para Manarola, a "terre" que mais me encantou. Mirantes com vistas maravilhosas! Aqui sentei em um bar com aquela paisagem (essa da foto abaixo), tomei um Spritz (um drink bem famoso por lá feito à base de Aperol e prosecco) super refrescante e comi alguns petiscos deliciosos. A minha intenção era fazer o percurso de Mararola até Riomaggiore pela Via dell'Amore (trilha muito famosa com vistas espetaculares, onde os casais penduram cadeados em sua extensão), mas infelizmente, estava fechada.








Segui para Riomaggiore de trem. Como o Ricardo havia falado no blog dele, se chegasse no fim da tarde, o pôr-do-sol seria imperdível. E foi mesmo... maravilhoso! E super romântico também... acabei presenciando um ensaio fotográfico de um casal que havia acabado de se casar... lindo!










Depois desse visual todo, fiquei na dúvida se jantava em Riomaggiore ou se retornava a La Spezia e jantava por lá. Acabei ficando em Riomaggiore e jantei em um restaurante super aconchegante e comida ótima (Enoteca Dau Cila - www.ristorantedaucila.com). Depois de ter me deliciado com o jantar, voltei à estação de trem para retornar ao hotel para um merecido descanso! Ao chegar à estação, fomos informados de que a circulação de trens estava temporariamente interrompida, pois havia acontecido um acidente na linha perto de Gênova. E aí começou a espera... Me abriguei numa pequena sala de espera da estação, para suportar o frio (afinal estávamos na primavera e as noites eram frias). Como estava quente quando saí do hotel de manhã, peguei apenas uma jaqueta de jeans. As horas foram passando e o número de pessoas aumentando. Acabei encontrando um casal de brasileiros, muito simpáticos (a esposa chegou a me emprestar uma blusa dela); teve música na plataforma do trem promovida por músicos que também aguardavam o trem o que acabou animando a todos a dançar. Com essa confusão toda, acabei esquecendo a minha sacolinha com o delicioso "pesto" na sala da estação! Bom, a circulação dos trens só foi se normalizar quase meia-noite. Cheguei no hotel cansada, com frio, sonolenta, mas ao mesmo tempo, satisfeita, pois tudo valeu à pena! Se algum dia forem à Itália, não deixem que conhecer estas pequenas pérolas.







24 de junho de 2016

VERONA - La Città Dell'Amore

Acabei me atrasando em Pádua e fui chegar em Verona no fim da tarde. Achei facilmente o hotel, larguei as malas e deixei o carro também, já que o centro histórico de Verona tem restrição à entrada de veículos que não sejam de moradores. Achei mais fácil pegar um táxi e lá fui eu.

Fiquei impressionada com a atmosfera de Verona... parece que o romance está no ar!!! Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta de William Shakespeare. No centro da cidade existe uma vila onde, pelo que conta a história, Julieta morava. Este é um grande marco da cidade, que recebe a fama de cidade dos namorados.

Foi uma delícia andar por suas ruas, apesar de já estar bem cansada da minha visita à Pádua. Me animei na hora e esqueci o cansaço!


A primeira obra de arte que é um espetáculo a céu aberto é a Arena de Verona com seu interior praticamente intacto. É o terceiro maior anfiteatro romano do mundo depois do Coliseu e do anfiteatro de Santa Maria Capua Vetere, perto de Nápoles. Hoje a arena é palco de vários eventos como óperas, shows, touradas, feiras etc. 


Arena de Verona

A arena fica na Piazza Bra, além do Palazzo Barbieri, que abriga a prefeitura de Verona; o Portoni della Bra que o portal de entrada para a piazza e que tem um relógio no topo. É uma praça muito agradável, repleta de restaurantes com mesas nas amplas calçadas. Aliás, Verona é repleta de praças super charmosas aonde você com certeza passa horas agradáveis, bem instalado em uma mesa, tomando um bom vinho acompanhado de algumas delícias da culinária local e apreciando o movimento e a bela arquitetura. Outras praças importantes de verona são a Piazza delle Erbe, onde fica o Palazzo Maffei, grande exemplo de arquitetura barroca, o Palazzo della Ragione que abriga uma grande galeria de arte contemporânea e onde se encontra a Torre dei Lamberti; e a Piazza dei Signori onde estão a Loggia del Consiglio, belo prédio em estilo renascentista e antiga prefeitura. 



Piazza Bra 
Piazza delle Erbe

Piazza dei Signori

Depois segui para a Casa de Julieta (que aparece no filme Cartas para Julieta) e claro que segui a tradição e peguei no seio da estátua de Julieta para trazer sorte no amor. Todos aqueles papéis na parede atrás são pedidos de amor... muito romântico! Depois andei pelas lindas ruelas de Verona (vejam algumas fotos). 







Pelas minhas andanças cheguei a Ponte Pietra de onde se tem uma bela vista do Teatro Romano e do Rio Ádige que cruza a cidade. Com certeza, foi uma das mais belas vistas que eu tive da cidade (confiram na foto abaixo). 


Castelvecchio é um castelo medieval que hoje abriga um museu, além da sua bela ponto que cruza o rio Ádige. Ambas as estruturas são feitas de um tijolo vermelho, que pode ser visto em outras edificações nas cidades do norte da Itália. Quando cheguei ao castelo, ele já havia fechado para visitação, mas mesmo assim, pude ver a beleza da edificação e claro atravessei a sua ponto e tirei belas fotos do por do sol sobre o rio Ádige. 

Castelvecchio

Vista da cidade de Verona sobre a Ponte Castelvecchio

E para fechar o dia, claro que eu escolhi um restaurante em uma das Piazzas (delle Erbe), me sentei em uma das mesas na calçada para apreciar o movimento e comi uma lasanha deliciosa acompanhada por um vinho, é claro! Depois, completamente exausta e satisfeitíssima, peguei um táxi (que aliás é bem barato) e voltei para o hotel para um repouso merecido... risos









13 de novembro de 2015

A bela cidade de Pádua!


Minha segunda escala foi em Pádua que fica a 40 km de Veneza. Aqui começou minha trajetória de carro. Apanhei um pouco no início com os pedágios, já que em cada um deles, tem um sistema de pagamento. Na Itália as locadoras de veículos não podem instalar o aparelho equivalente ao nosso "Sem Parar". Depois, fui me acostumando. Levei o meu GPS já com o mapa da Itália instalado e foi por ele que eu me guiei o tempo todo... funcionou super bem! Mas, quando é a primeira vez num país que você nunca dirigiu, tudo é diferente e aí a gente sofre um pouco no início, mas depois vai pegando o jeito... rs

Peguei o carro e lá fui eu para Pádua... me perdi em tantas pontes que eu achei que não ía conseguir entrar na cidade, mas após várias tentativas, consegui. Acho que eu escutei umas dez vezes do GPS... "recalculando"... rs

Pádua é famosa mesmo por ter uma das universidades mais antigas e renomadas da Europa e também por ter sido a cidade onde Santo Antônio passou os últimos anos de sua vida.

Acabei me atrasando para a primeira atração, a Capella degli Scrovegni, mas consegui trocar o horário do meu ingresso que eu já havia comprado por aqui. Quem olha por fora esta igreja, acha que é uma simples capela, mas o seu interior é impressionante. É uma das obras mais importantes de Giotto. Os afrescos pintados retratam as cenas da Virgem Maria e da Paixão de Cristo. Infelizmente, é terminante proibido tirar fotos, para não danificar as pinturas. Só para vocês terem uma ideia do espetáculo, segue abaixo uma foto do interior que não é minha.

Cappella degli Scrovegni - afrescos de Giotto


O centro histórico de Pádua é uma beleza, repleto de construções antigas e um sossego só. Nem parecia que eu estava num dia normal da semana de tão tranquilo. Realmente foi uma delícia andar pelas ruas e admirar toda aquela beleza. 

Giardini dell'Arena


Palazzo della Ragione



Piazza Prato della Vale - A maior praça da Itália ladeada por suas belas 78 estátuas


A outra grande atração é com certeza a bela Basílica de Sant'Antonio. Simplesmente um espetáculo. De todas as igrejas que visitei na Itália, esta foi a mais bela. Foi uma emoção muito grande ter podido rezar aos pés do túmulo de Santo Antônio. Infelizmente, também é proibido tirar fotos da parte interna. De qualquer forma, vejam abaixo as fotos que eu encontrei que retratam essa beleza incrível. Apesar de ter rejeitado as riquezas terrenas, Santo Antônio recebeu uma das mais luxuosas igrejas da cristandade.